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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sócrates e a sofística. A busca do homem por ele mesmo.

SOFÍSTICA

1.  Causas:

  • Natureza político militar- guerra greco-pérsica. ocasionou a possibilidade de ver o que se passava em outras terras, as ideias começaram a circular.
  • Natureza cultural- Escolas pré-socráticas entrando em conflito umas com as outras vão causar dúvidas aos espíritos ; os estudos cosmológicos são abandonados e a atenção volta-se para problemas antropológicos (relativos ao homem).
  • Natureza econômica- , .Com o desenvolvimento econômico da Grécia, causado pelo monopólio comercial no mar Egeu e pela fundação de colônias, a facilidade  para viagens,tornou-se maior. Observaram então, que os princípios morais e políticos, variavam muito daqueles que viam na Grécia, passando a duvidar desses princípios
Do pensamento dos sofistas, restou-nos pouca coisa,  pedaços de manuscritos.

1.1   Alguns sofistas 
  • Protágoras de Abdera. " O homem é a medida de todas as coisas ".
         Ceticismo religioso - " Relativamente aos deuses não me sinto seguro quanto a sua existência, pois muitas coisas me impedem de sabê-lo,seja a obscuridade do assunto, seja a brevidade da existência".
         Origem das leis - " Vivendo os homens inicialmente isolados, são levados a se unirem para se protegerem mutuamente. Reunindo-se ofendiam-se e voltavam a se separar. Receando que a nossa raça acabasse, Zeus mandou que Hermes levasse aos homens repeito mútuo e justiça, para que servissem de leis às cidades e os homens se unissem pelos laços da amizade". Platão. Protágoras.
          Missão que se propõe- " Dirigindo-se a mim, os discípulos só aprenderão a ciência que têm em vista; esta ciência é a virtude que nos negócios domésticos lhes ensinará o melhor modo de dirigir a sua casa, e nos negócios de estado, torna-lo-á verdadeiro poder político, seja como orador, seja como homem de ação.

1.2   Górgias de Leôncio.

        Ceticismo religioso radical." Nada existe, e mesmo que existisse seria incognoscível. Ainda que existisse e fosse cognoscível, seu conhecimento não poderia ser transmitido". Especializou-se no ensino da prática do discurso.

1.3   Cálicles - " A verdadeira moral é a da força. Aos mais fortes todas as vantagens".


2.     Primeiros professores do ensino superior 

        Assim são chamados por Marrou(  ), pois são precursores no ensino das disciplinas necessárias à oratória : dialética a arte de persuadir; retórica , arte de argumentar ; gramática.

3.     O significado da palavra sofísta 
No século V, a palavra sofista significava sábio.
A partir do século V a.C. a filosofia passou a estudar o homem social, não sendo um estudo desinteressado, visava o êxito do homem na sociedade. Foram os sofistas que inauguraram o pragmatismo na filosofia ocidental.
Pela primeira vez o grego passou a transmitir sabedoria  em troca de recompensa prática e utilitária, o que não fazia Sócrates.
Os sofistas tornaram-se exímios na arte de fazer sofismas: apresentar como falsos argumentos verdadeiros e vice-versa.



1.    SOCRATES 470-399 a.C.

 Não nos chegou nenhuma palavra escrita pelo próprio Sócrates. Dele, temos três perfis diferentes:
  • Platão- É o perfil mais favorável e, mais conhecido, pois o principal protagonista dos "Diálogos" de Platão, foi Sócrates. Daí perguntarmos,a quem se deve em parte a genialidade de Platão, se considerarmos que, foi ele, um dos discípulos de Sócrates. 
  • Depois de gozar de seus conhecimentos por mais de oito anos, 390-398 a.C., com sua morte, Platão retira-se , juntamente com outros discípulos, para junto de Euclídes de Megara.
  • Xenofonte- Soldado e historiador ateniense. Seus escritos são apologéticos, procurando evitar acusações feitas a Sócrates.
  • Aristófanes-Considera Sócrates o mais refinado dos sofistas.
1.1    Sócrates e a sofística.

  • Pontos em comum: humanismo, não naturalismo, pragmatismo, não teoria.Atitude crítica ante as instituições, discussões em torno do comportamento moral.
  • Pontos discordantes. Para Sócrates o saber não tinha como finalidade o egoismo, mas a eudaimonia (felicidade); a sensação não constituía para ele a base do verdadeiro.

1.2    Personalidade.


       




Tendo um físico desfavorável é comparado por Platão à mascara de Sileno.
"Digo então que ele se parece muito com esses silenos que se vêm expostos nas oficinas dos estatuários e que são apresentados pelos artistas com flautas nas mãos; se são abertos vê-se que no interior existem deuses".

  • A voz interior..." frequentemente, em toda parte, tendes de mim ouvido dizer que um aviso demoníaco se me manifesta...isto tem o corrido desde minha infância, é uma espécie de voz interior...
  • Missão que se propôs- o aperfeiçoamento da alma.
  • Identifica ciência com virtude- Sócrates julga ser a ciência coisa bela capaz de dirigir os homens.
  • Só se pratica o mal por ignorância-" Disso se segue que ninguém pratica o mal, ou o que pensa ser ele;fazer alguém o que acredita ser mal em vez de bem, parece-me é contrário à natureza humana; diante da escolha de dois males ninguém escolhe o maior, podendo escolher o menor".Platão. Protagoras.
2.      Método
         
         Diálogo:

         Ironia - levava o homem a reconhecer a própria ignorância.
         Maiêutica- fazia vir à luz a ideia.
Procurava a essência das coisas pela indução; os raciocínios indutivos e a definição do universal, são-lhe atribuídos por Aristóteles em sua "Metafísica".


3.     Ciência e missão de Sócrates

Socrates,  combateu os políticos e a corrupção na democrática  Atenas. Foi acusado  de corromper a juventude,  e condenado a beber " cicuta"(veneno) pela cidade de Atenas.Platão, que foi discípulo de Sócrates, o retrata nos" Dialogos"nos mostrando a sua opinião sobre os políticos da época.
Em resposta à pergunta de Platão:
"Afinal Sócrates, qual é a sua ocupação? Donde procedem as calunias a seu respeito? Naturalmente se não tivesses uma ocupação muito fora do comum, não haveria esse falatório, a menos que praticasses alguma extravagância. Diz-nos, pois, qual é ela para que não façamos um juízo precipitado"...
Resposta de Sócrates:
Quando soube do  oráculo que dizia ser eu o homem mais sábio da Grécia pus-me a refletir assim: Que quererá dizer o deus? .. Eu não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele ,então, significar declarando-me o mais sábio?  Naturalmente, não está mentindo, "porque isso lhe é impossível".
Por longo tempo fiquei na incerteza sobre o sentido do oráculo; por fim , muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor.
Fui ter com um dos que passam por sábios. e mostraria ao deus:" Eis aqui um mais sábio que eu, quando tu disseste que eu o era!
Escusado dizer o seu nome--;era um dos políticos. A impressão que me ficou do exame, e da conversa que tive com ele era que passava por sábio aos olhos de muita gente, principalmente aos seus próprios,mas que não o era.
Meti-me, então, a explicar-lhe o que supunha ser sábio. A consequência foi tornar-me odiado dele e de muitos dos circunstantes.( ironia e maieutica)
Ao retirar-me, ia concluindo de mim para comigo:" Mais sábio do que esse homem eu sou, é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa mas não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber.Parece que sou um nadinha mais sábio que ele, exatamente em não supor que  saiba o que não sei".
Daí fui ter com outro, um dos que passam por ainda mais sábios e tive a mesmíssima impressão; também ali me tornei odiado dele e de muitos outros.
Depois disso não parei, embora sentisse, com mágoa e apreensões que me ia tornando odiado; não obstante parecia-me imperioso dar a máxima importância ao serviço do deus.
Cumpria-me portanto para averiguar o sentido do oráculo, ir ter com todos os que passavam por senhores de algum saber.
"Pelo Cão! Atenienses, Já que vos devo a verdade , juro que se deu comigo mais ou menos isto: investigando de acordo com o deus, achei que aos mais reputados pouco faltava para serem os mais desprovidos ,enquanto outros, tidos como inferiores, eram os que mais tinham a ver com um homem de senso".
"Devo narrar-vos os meus vaivéns nessa faina de averiguar o oráculo,,, investigando com meus discípulos encontrei uma multidão  de pessoas que supõem saber alguma coisa, mas pouco sabem, talvez nada
Em consequência os que eles examinam se exasperam contra mim e não contra si mesmos e propalam que existe um tal  Sócrates, um grande miserável, que corrompe a mocidade...mas aduzem contra todo filósofo, as acusaçõessempre à mão: "os fenômenos celestes--o que há sobre a terra--a descrença dos deuses--o prevalecimento da razão mais fraca".
"Porque, suponho, não estariam dispostos a confessar a verdade: terem dado prova de que fingem saber, mas nada sabem
.Como são ciosos de honrarias, tenazes e numerosose persuasivos no que dizem de mim ,por se confirmarem uns aos outros, não é de hoje que eles têm enchido os vossos ouvidos de calunias.
Daí a razão de me atacarem Meleto, Ãníto e Licão.--tomando Meleto as dores dos poetas; Ãnito a dos artesãos e políticos; e Licão a dos oradores...(2)

4. Atualidade de Sócrates

4.1 Dialogo,Conhece-te a ti mesmo a ironia e a maieutica

Atualmente surge um comando na filosofia esotérica.: procura dentro de ti  mesmo. E foi o que Sócrates procurou quando estava em debate com a política ateniense.Procurou de tal modo que foi estoico perante a presença da morte, pois tudo leva a crer que acreditava na imortalidade.
Atualmente com dados científicos em nossas mãos  somos levados a conscientizar  a  insignificância do nosso saber perante o universo: " mesmo que viajássemos  a 300 mil quilômetros por hora, levaríamos séculos para atingir o sistema solar mais próximo; e o que dizer dos dois sois que estão a um milhão ou dois milhões de anos luz de distância, sendo que só na Via Láctea existem bilhões de galáxias infinitamente, maiores que a Via Láctea, com bilhões e bilhões de sois? Bom , a mente humana é incapaz de explicar isso. Dentro deste contexto viramos a mais ínfima das formiguinhas, mas que pensa , o que fez Ferreira Gullar levantar a possibilidade e vantagem de ser louco , pois sendo um homem sensato que é, tenta pensar sobre o impensável : a verdade total sobre o Universo. Mas como, "não dá para entender a existência " o que não tem explicação é absurdo."( 1 )
Os existencialistas franceses, tendo como pano de fundo os horrores da segunda guerra mundial, já haviam concluído pelo absurdo da existência, a desesperança,  a angustia e o nada. mas afirmavam sua prerrogativa e nossa escolha  pela  liberdade mesmo nas circunstâncias mais difíceis --- foi o que fez Sócrates.
A abordagem inicial em seu diálogo com os seus discípulos era mostrar que eles nada sabiam A partir do próprio discípulo, procurava fazer vir à luz a ideia.(ironia e maiêutica). Quando acusado ele não se defendeu e deixou que a justiça dos atenienses seguisse seu curso.
No mundo grego o objeto de busca da verdade era externo e político, diferindo do   mundo bíblico, que ainda não havia surgido.
Sócrates. século IV-V A.C., é um precursor desse mundo entre os gregos pois sua busca da verdade e o seu comportamento é  interno e moral.
"O problema de saber se o que digo é verdade ou não, inexiste na Bíblia pois o personagem principal do diálogo é Deus, e ele sempre sabe de tudo, não há como mentir para ele, como dá para mentir para outro homem, ou para uma assembléia soberana, como se deu na democracia grega.(3)
Acusado de corromper a juventude, imagina-se como Sócrates atuou, ( foi retratado por Platão em seus "Diálogos"), passeando na ágora (a praça pública na Grécia), ou passeando entre as oliveiras de Atenas com seus discípulos ,discutindo temas como beleza, justiça, corrupção.
O que pensaria Sócrates de nossas passeatas em que a juventude se mistura com vândalos ao expressar sua vontade política por justiça? Aliás areté: virtude, é uma aspiração de perfeição que poderia ser encontrada nos deuses e nos cavalos de raça.Mas nos homens, principalmente em Atenas ,passa a representar a justiça.
O dialogo é uma forma de conhecimento de si mesmo e do outro. Espera-se com Hegel que de uma tese surja uma antitese  como consequência uma  concordância , outra discordância ou uma resolução E nossa vida é feita de diálogos, muitas vezes disparatados , impossíveis, mas sempre diálogos

4.2 Sócrates  e seu "daimon"

Sócrates dizia que tinha um " daimon " com quem dialogava e que o ajudava em momentos difíceis.
Jung mostrou que o Ego, a parte consciente de nossa psique, não é o rei absoluto da nossa mente. Em nosso inconsciente temos arquétipos e complexos que, quando o Ego perde o controle, agem como se possuíssem nossos corpos. Podemos chamá-los, metaforicamente, nossos demônios. Joseph Campbell, famoso mitólogo e adepto junguiano, disse: “Minha definição de demônio é um anjo que não foi reconhecido. É um poder para o qual você negou expressão, e que você reprime. Então, com toda a sua energia reprimida, ele começa a crescer e torna-se muito perigoso”.Se você der espaço para seus demônios, não reprimi-los, mas dialogar com eles, eles podem se transformar em anjos. Gostaria de conversar com seus demônios, compreendê-los e transformá-los em anjos?


Sócrates no seu leito de morte.(2)


1 GULLAR,Ferreira .Crise de sensatez Folha de São Paulo,São Paulo,14,julho 2013.E 10 Ilustrada.
2.,HOUGUE,Johjn.Nostradamus e o milênio: predições do futuro.trad. Vera Wrobel Bloch e Dau Bastos.Rio de Janeiro,Nova Fronteira,1088.
3. PLATÃO.Defesa de Sócrates. In:- Os pensadores. Sâo Paulo,Abril Cultural, 1972 p. 14
4. PONDÉ, Luiz Felipe. O rosto da adultera de Jesus. Folha de São Paulo,15,Julho 2013. E8 ilustrada. 





terça-feira, 8 de maio de 2012

Educação e cultura.

Definições de educação através de instrução programada



1.  A humanidade tem sobrevivido e evoluído constantemente devido à transmissão da CULTURA



 

 Existem autores, que em sua definição de  educação, dão ênfase à transmissão de cultura, "educare".A educação como transmissão de cultura é um fato corriqueiro na vida do homem;é um processo permanente.
Essa  é uma  definição de cunho sociológico.

..


1. A etimologia da palavra educação vem do latim, educare e ex-ducere.
A palavra tem______(duas) etimologias.

2. A primeira etimologia ,educare, significa criar, alimentar e seu sentido (ação exterior), é expresso pelos autores que dão enfase à transmissão cultural.

Assim Educare significa criar,nutrir, alimentar e tem sentido de_____________( acréscimo), expresso pelos que dão enfase à transmissão cultural.

O acréscimo, que se dá aos conhecimentos do educando mediante a ação exterior do professor, visa a transmissão de cultura.
Quando o professor transmite aquilo que ele sabe ele transmite _______________ (cultura).






4. Uma geração recebe de outra seus elementos culturais.

Uma geração recebe da outra a___________(cultura)

5. Desde que o homem existe de um modo consciente sobre a terra, e que vem comunicando-se com os seus semelhantes ele tem transmitido_____________(cultura)

6.A humanidade tem sobrevivido e evoluído constantemente, devido à transmissão de____________(cultura).

O segundo significado etmológico para educação é ex-ducere que significa  conduzir "de dentro para fora", deixando o educando desenvolver-se de acordo com suas possibilidades reais. O conduzir de dentro para fora leva em conta as reais possibilidades do educando.


7.   Ex-educere, significa levar,conduzir de "dentro para fora "(crescimento) e é encontrada nos autores que dão ênfase ao aperfeiçoamento e desenvolvimento do ser humano.
A palavra ex-ducere tem sentido de ______________(crescimento)


Na antiguidade grega clássica, Sócrates, tinha um tipo de ação educativa que procurava "conduzir de dentro para fora" de modo a surgirem  idéias sobre conceitos morais que iriam ser estabelecidos pelos discípulo.
Sócrates procurava trazer à luz as idéias.




Estatua de filósofo em mármore, meados do sec.III a.C.In: DEKOPOLUS,I (fot.)DELFOS ;el emplazamiento arqueologico y el museo.Athens, Olympic Color,(s.d.)

8. Sócrates quando  dialogava com seus discípulos, levava  em consideração o pensamento deles e fazia vir à luz as______________(idéias)


Ambas abordagens, expressas por educare e ex-ducere, são necessárias para a conceituação de educação.O homem não sobreviveria sem a transmissão de cultura  e não poderíamos falar de educação se não considerassemos o desenvolvimento do indivíduo.


O homem , sem  transmissão de cultura, não sobreviveria, porque teria sempre que recapitular as experiências da espécie.
Portanto, não haveria evolução, seríamos como Robson Crusoe na ilha deserta.
Por sua vez, a cultura transmitida e, não incorporada, não possibilitaria o crescimento e desenvolvimento do indivíduo; ele seria como uma "tabula rasa" em que nada seria inscrito.
As definições de educação que dão ênfase ao desenvolvimento,  crescimento, perfeiçoamento, baseiam-se em conceitos sobre a natureza humana e finalidade a ser atingida As definições que focalizam o aperfeiçoamento, desenvolvimento, crescimento, partem de __________________(conceitos) sobre a natureza humana.







9.  Na Idade Antiga (Grécia) os filósofos gregos Platão e Aristóteles, definiram a educação baseando-se em sua concepção filosófica sobre o ser humano.

Platão imaginava o homem possuidor de três almas: apetitiva, irrascível ,racional, e conforme predominasse nele, uma dessas características, ele seria: lavrador, comerciante, soldado, ,filósofo. Platão formulou conceitos sobre a __________________(natureza humana).

10.   Platão achava que os filósofos, os únicos educáveis, possuiam alma racional e poderiam alcançar o bem supremo, o universo das idéias puras, localizado no mundo das idéias. Os únicos educaveis eram para Platão os _______________(filósofos)

11. Aristóteles imaginava três tipos de alma: vegetativa, sensitiva e racional.. O que caracteriza a alma humana é a racionalidade, a inteligência, o pensamento.
Cada ser vivente só tem uma_________________( alma), apezar de ter funções diversas.

12. Aristóteles achava que o homem possuia  em si potencialidades, que lhe permitiriam aperfeiçoar-se , através da hierarquização dos diversos bens existentes.
A natureza humana era para Aristóteles __________________( passível de aperfeiçoamento).


13.  Ele define a educação como "aquisição da virtude (arete) ) ou do bem moral (felicidade), através da hierarquização  das possibilidades existentes no homem. A finalidade da educação é agir para colocar em ato suas potencialidade  existentes e depois , realizar o repouso, fim da atividade.
Através da atualização  das  potencialidades consegue-se o__________________(aperfeiçoamento); e a finalidade é _______________(agir).


14.  Como bons gregos, nem Platão , nem Aristóteles esqueceram a comunidade a que pertenciam pois Platão, visava integrar os indivíduos numa classede acordo com asdiferenças individuais; e Aristóteles considerava o estado, o suporte necessário à educação de todos os cidadãos livres.
Os filósofos é que, possuindo a alma racional, se sobrepunham às outras classes, conseguindo atingir a finalidade educativa expressa por Platão ,que era atingir o Bem Supremo ou mundo das idéias.
Para Platão a finalidade educativa era ____________________(atingir o mundo das ideias).

15.  Na Grécia Antiga, Platão e Aristóteles, se baseiam-se numa ideia de ______________, (aperfeiçoamento), numa concepção sobre a ______________(natureza humana) e numa______________(finalidade) a ser atingida.
Para formularem sua definição de educação eles se baseiam em _____________(conceitos).


16.  Na Idade Média, São Tomás de Aquino, seguindo Aristóteles, (concepção aristotélico-tomista), concebe o ser humano como "Pessoa", única e indivisa, sendo essencialmente boa ou má, mas tendo em si possibilidades de aperfeiçoar-se ( atualização das potencialidades), através de uma nova vida em Cristo.
A definição de São Tomás é baseada em ______________.(conceitos)

17.  Para São Tomás a educação é a realização da "pessoa" humana em suas potencialidades, visando adquirir conhecimentos, capacidade julgadora e virtudes morais: sem esquecer a finalidade última que é uma nova vida em Cristo.São Tomás visa _______________(aperfeiçoamento)






GALILEU GALILEI
                                                                           

18,  Na Època Moderna , surge na pedagogia, a ideia  de desenvolvimento baseado nas possibilidades reais da criança.-tendência psicológica .
 Rousseau ao falar sobre a criança preocupava-se com__________________(suas fases de desenvolvimento).

19.  Até aí , criança era considerada um" adulto em miniatura",  devendo, portanto ,aprender as coisas de um modo lógico, como um adulto. Eles não se  preocupavam com as suas_________________ (reais possibilidades de desenvolvimento).

20 . Rousseau , foi que veio nos dizer que a criança desenvolve -se em  etapas progressivas,de acordo com sua idade.   
Ele se preocupou com as ________________( possibilidades reais )  da criança.

21. Rousseau, dentro do naturalismo pedagógico, considerando a natureza humana como essencialmente boa, prega o afastamento  da criança da sociedade, ( considerada nefasta), para que ela se desenvolva física, emocional e racionalmente, de acordo com suas fases progressivas de desenvolvimento. Rousseau visava o _______________(desenvolvimento) do ser humano.

22. Definindo a educação como " tudo que não temos em nosso nascimento e de que temos necessidade quando crescemos," ele (Rousseau) considerava que, através da educação, deveriamos atingir certo grau de_________________(desenvolvimento).

23. A natureza humana é para Rouseau, " essencialmente boa", isso é um _______________(conceito) de Rousseau sobre a natureza humana.

24.Como ele expõe em seu livro " Émile", a educação deveria ser guiada pelas leis da natureza humana. Ele acredita no homem e em sua capacidade de realizar seu próprio bem na vida. A concepção de Rousseau parte de uma concepção sobre a ________________(natureza humana).

25. Baseando-se na concepção roussoniana de que a natureza do homem é essencialmente boa, Pestalozzi define a educação como "desenvolvimento harmonioso das faculdades humanas, visando atingir a perfeição, a graça e a plenitude".. A definição de educação de Pestalozzi  gira em torno da ideia de ______________(desenvolvimento).

26. Essas definições baseiam-se numa  ideia de ______________(desenvolvimento) do ser humano,
numa concepção sobre sua _______________(natureza) e numa finalidade a ser atingida. 
BIOGRAFIA de Rousseau.. .(Disponível em www.suapesquisa,com/biografias/rousseau htm)




Pestalozzi e seus orfãos em Stanz.



PESTALOZZI.Biografia(1filg).(Disponível em :http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi)

27.  Para Froebel, "educação é o desenvolvimento de uma vida fiel à sua vocação ".
A definição de educação de Froebel gira em  torno da ideia psicológica de ______________(desenvolvimento).



Froebel (Disponível em http://2anoformacaodocentes.blogspot.com.br/p/biografia-e-contribuicoes-de-froebel.html); http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Fr%C3%B6bel

28. Kant, idealista, define a educação como " desenvolvimento no indivíduo de toda a perfeição de que ele seja capaz".
A definição de educação de Kant gira em torno da ideia psicológica de _______________(desenvolvimento)

29.  As definições de educação desses autores expressam ideia de desenvolvimento e têm caráter religioso ou filosófico.
Essas definições baseiam-se numa ideia de _____________(desenvolvimento) do ser humano, numa concepção sobre sua ________________(natureza) e numa finalidade a ser atingida.

30.  A filosofia religiosa de Froebel fez com que ele desejasse a seus discípulos , o desenvolvimento de uma vida santa e pura.
Vida santa e pura é uma _______________(finalidade) a ser atingida.

31.  Como bom religioso, a finalidade educativa de Pestalozzi, além do desenvolvimento de todas as faculdades, é atingir a perfeição e  graça em Cristo.Essa finalidade ______________ ( não anula) a ideia de desenvolvimento expressa na definição.

32.  Kant achava que o indivíduo devia se desenvolver moralmente. É dele a frase : "o céu estrelado sobre a cabeça, e a lei moral  em nossos corações , faz-nos crer que Deus existe". 
A finalidade educativa é para Kant________________(aperfeiçoamento ) moral.






kant.(acesso 13,mai,2012) Disponível em: http://www.psicoloucos.com/Immanuel-Kant/biografia-de-immanuel-kant.html


33.  Vimos, então que ,a Idade Moderna nos forneceu em pedagogia  a ideia de desenvolvimento, de acordo com as possibilidades _________________(reais do educando).
As definições que giram em torno dessa idéia, pertencem à corrente psicológica ;além disso, as definições não abandonaram as concepções próprias dos autores sobre a ______________(natureza) humana, e ______________(finalidade)_a ser atingida. Temos nessa época definições baseadas em _______________(conceitos)sobre a natureza humana.)


Na virada do sec. XIX para o sec. XX , a posição  é eclética .Encontramos nela os mais variados conceitos sobre educação. Os de natureza mais científica e, os que, se baseiam em conceitos que focalizam o  fato social educação e os que   focalizam o fenômeno, educação.

Entre os pensadores  que contestaram o modelo de escola que existia até então e ,propuseram uma nova concepção de ensino, o belga Ovide Decroly (1871-1932) foi provavelmente o mais combativo.A ideia de que há uma lógica no desenvolvimento dos organismos, implícita na teoria darwinista, guarda relação com a crença de que o desenvolvimento de uma criança pode ser ditado "naturalmente" por seus interesses e suas necessidades. 





OVIDE Decroly,o primeiro a tratrar o saber de forma única (globalizante).(aceso em 13 mai.2012).Disponível em www.revista escola .abril. com.br


34.  Para Decroly a finalidade da educação é desenvolver a vida, já que a finalidade do ser humano é
viver,
A ideia  central da definição de educação de Decroly é _________________(desenvolver) a vida, já que finalidade da educação é _______________(viver).

35. Quando Decroly nos diz que a finalidade do ser humano é antes de mais nada viver,ele exprime uma ideia_______________(filosófica).

36. Para Ortega y Gasset, a vida é construção, programa de ação, fabricação própria e a educação ,deverá ser o meio que favoreça a construção da própria vida.
Educação é para Ortega, preparar-se para a própria _______________(vida)

Para o filósofo José Ortega y Gasset (1883-1955), todas as coisas estão em permanente processo de mudança. Por isso a vida, do início ao fim, é um aprendizado. 
Fiel a esse princípio, sua obra é uma ininterrupta investigação dos grandes temas das ciências humanas, sem simplificações, mas escrita de modo a ser compreendida por leitores não especializados, e isso, o tornou um dos intelectuais mais queridos da Espanha na primeira metade do século XX.  O propósito pedagógico, no sentido mais amplo, faz parte da espinha dorsal de seu pensamento. "O homem tem uma missão de clareza sobre a Terra", dizia. 

ORTEGA Y GASSET; um pesquisador do conhecimento (acesso em 14 mai.2012) Disponível em www.revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagógica/pesquisador-conhecimento-423330.shtml


37. Dewey, anterior tanto a Decroly quanto a Gasset, já havia afirmado que educação é vida , e crescimento contínuo.
A educação para Dewey é ________________(vida)
A finalidade da educação é o _______________(crescimento)

38.  Baseando-se na ideia de crescimento, ele se aproxima da educação como fato, e valoriza todo o fenômeno, pois considera todos os elementos do processo educativo.
Em sua definição de educação Dewey considera todos os elementos do_______________( processo educativo).


Dewey ao conceituar educação leva em conta os elementos :indivíduo, sociedade, interação e conteúdo.


39.  Para Dewey ,a educação do indivíduo é crescimento e organização constante de experiências, através da interação com o meio.
Em sua conceituação Dewey leva em conta o _______________(indivíduo) e o ______________(meio).

40.  A atividade educativa , pela qual a criança cresce no comando da língua materna, é recebida diretamente do ________________(meio ambiente).

41. Para que se dê o crescimento, o indivíduo interage com o meio ambiente aumentando suas ______________( experiências).

42.  Educação para Dewey é pois um processo de _______________(contínuo crescimento).

43.  O meio ambiente vai fornecer ao indivíduo as _______________(experiências necessárias) ao seu crescimento, que vão constituir o _______________(conteúdo) do ensino.
O conteúdo do ensino é elaborado de modo a fornecer ao indivíduo as _________________(experiências) de que ele necessita.

44.  Dewey entende por experiência um processo ativo que aumenta pela interação das capacidades com o ambiente e que se dirige por meio da educação.
A educação fornece ao indivíduo ________________(experiências) necessárias ao seu crescimento.

45. Quando dois elementos interagem entre si, se modificando : Situação e agente; temos novo agente e nova situação, temos uma ________________(experiência).

46.  Se além do conhecimento visual de uma árvore, (experiência), você tem dela outras percepções,
como sua utilização medicinal, resistência, você tem em relação à árvore, outras_______________(experiências).

47. Quando através de suas experiências você chega à reflexão consciente, você está tendo umaa experiência mais ______________(significativa) para a vida humana.

48. Através da reflexão você consegue modificar sua vida e aprender, portanto, vida, aprendizagem, experiência, _______________( não se separam).

Educação para Dewey é vida, processo de reconstrução e organização de experiências, pelo qual lhe percebemos mais agudamente o sentido.Educação não é o resultado da experiência, mas a própria experiência.Para ele são elementos importantes no conceito de educação : o indivíduo, o meio ambiente, a experiência.


49.  As experiências realizadas no ensino, são meios para atingir novos fins, num processo infinito de _______________(crescimento).O individuo quando atinge determinados fins, toma-os como meios para atingir novos_______________(fins), passando por novo processo de crescimento.


50. A educação forja, portanto, as experiências necessárias ao indiivíduo para que se processe seu______________(crescimento).


 Para crescer o indivíduo visa certos fins, que se tornam meios à medida que são alcançados.Portanto os fins, (resultados) da educação se identificam com os meios ( processos), do mesmo modo que a finalidade da vida se identifica com o processo de viver.

51.  Conceituando assim, Dewey identifica os fins com os ______________(meios).

52. Dewey relaciona-se com a corrente psicológica porque dá ênfase ao ______________crescimento (ex-ducere);om a corrente sociológica porque dá ênfase à______________ transmissão cultural (educare); ele é filósofo pragmatista porque  colocou como finalidade o _______________crescimento, identificando fins com meios.

A educação como fato social, não procura saber se o homem é aperfeiçoável e contingente., se organiza hierarquicamente suas qualidades e se, as desenvolve de acordo com sua natureza e finalidade a ser atingida.A educação como fato social preocupa-se com o estudo objetivo e desinteressado dos fatos.


53. A conceituação de educação que focaliza o fato social observável da educação, atem-se à observação e tratamento científico.
Portanto o ponto de vista científico em educação procura observar o ________________( fato social)

domingo, 6 de maio de 2012

A força e o poder da educação em Esparta

Os espartanos foram "uma grande excessão na evolução das cidades estado gregas"; eram de linhagem dórica e assumiram uma forma de governo próxima ao absolutismo oriental.
Cercados de montanhas isolaram-se a partir do sec.VI A.C. das outras cidades gregas.
Tinham medo que "idéias democráticas" pertubassem o"status" vivente.
Entretando, do sec.VIII ao VII, A.C.,Esparta não tinha sido tão refratária aos viajantes à música e à poesia. " Os espartanos nesta época arcaica costumavam acolher bem os viajantes e, em homenagem à deusa Artemis Órtia,  faziam , ainda, lindas procissões, em que as moças dançavam ao som de um coro de vozes.
Mais tarde,depois do sec.VI A.C.,quando Esparta fechava-se às influências mais amenas, a única música de que temos notícia é a da flauta, sob cujo compasso, "solenes e impassíveis, dirigiam-se os troianos ao campo de batalha."
A historia de Esparta clássica desenvolveu-se do sec.VI ao V A.C.,sendo que nesta época dá-se o empobrecimento evidente de sua cultura.(1}

1.  Fontes para o estudo de Esparta




Auriga,depois de sua vitoria nos jogos píticos. IV s.a.C.In:-Dekópolus,I. fot.(1)



As fontes para o estudo de Esparta são, para a época arcaica, as escavações do templo de Ártemis Órtia e os grandes líricos Tirteu e Alcman.
Para a Esparta clássica, temos Xenofonte com "A constituição dos Lacedemônios" e Plutarco em "Vidas Paralelas".Adotaremos para nosso estudo o que nos diz Plutarco sobre L|icurgo,o legislador de Esparta.

Em relação a Licurgo, nada se pode dizer , que não seja sujeito a dúvidas; relativo a sua origem, vida morte, leis e governo.Supõe-se que viveu no sec.IX.a.C
Exite ainda a hipótese, de que a obra atribuída a ele, o conjunto de leis espartanas, seja o trabalho de diversos legisladores...


Estádio de Delfos.visto do leste.Se distingue a triple arcada da entrada.In:-Dekópolus,I9 fot.(1)



Corredor,no momento de partida. (2)(1                                                                                              

2. A finalidade da educação espartana.

Em ambas as épocas a finalidade era o adestramento do "hoplita",soldado de infantaria pesada, que se constituía de jovens fortes e robustos, para a maior glória de Esparta.
Toda a sociedade implicitamente estava envolvida na educação e qualquer cidadão podia chamar a atenção de uma criança. A infantaria espartana era famosa e temida em toda a Grécia. Possuíam uma formação cerrada em que o escudo tinha um papel preponderante.
Nascido o filho, não o criava o pai .Levava-o a  em sítio chamado" Lesca", onde os mais velhos da tribo examinavam-no: se fosse bem formado e robusto dispunham para que fosse criado...Se o achavam degenerado ou monstruoso mandavam levá-lo para que fosse exposto num lugar a que chamavam " apotetas" junto ao Tageto"(4)
 Os meninos aos 7 anos eram entregues ao Estado e iam constituir pequenos batalhões ( se assemelhavam aos escoteiros, ou à juventude militarizada de Hitler).

Ele mesmo( Licurgo), encarregando-se de todos á idade de 7 anos; repartia-os em classes, fazendo-os camaradas e amigos, e a brincar juntos. Em cada classe  colocava como responsável aquele  que demonstrava mais juízo, era mais adiantado e corajoso nas lutas, ao qual os outros respeitavam e obedeciam, recebendo dele castigos, pois a escola era de obediência.
Os mais velhos olhavam-nos jogar e levantavam entre eles rixas, para observar o valor, índole e natureza de cada um, assim como valor e perseverança nas lutas.
Aprendiam de letras só o necessário.
Toda a educação era encaminhada para que fossem obedientes, cumpridores do dever e vencedores na guerra.
Por isso, com o tempo de crescimento,cresciam também as provas.: raspavam-se-lhe o cabelo, andavam descalços de desnudos.Quando tinham 12 anos não lhes davam mais que uma roupa por ano.
Assim, macilentos e magros, não tomavam banho, nem usavam óleo, a não ser uma vez ou outra.
Dormiam juntos, em fila e por classe," sobre ramos que eles mesmo traziam, rompendo com as mãos, sem ferro algum, as pontas de cana que nasciam à margem do Eurotas". (rio que banhava Esparta).
Dos 8 aos 16 anos temos a meninice; dos 11 aos 15 a juventude; dos 16 aos 20,a "efebia", que formava o
" ireno", o qual entregava-se a sérios exercícios no manejo das armas. Dos 20 aos 30, exercitavam-se na " criptia"- exercício de caça e matança de "ilotas".
As classes sociais em Esparta constituiam-se em: espartanos, periecos (comerciantes) e ilotas (escravos).(1)



                                         Elmo.620-580.a.C.(2)
..
1.1 O papel do Ireno.


" O"ireno" sentava-se no banquete e a um mandava cantar, a outro dirigia uma pergunta que exigia resposta imediata.Ex Qual dos homens era o melhor? Como lhe parecia tal ação de algum Deste modo costumava julgar o bom e o honesto ( de acordo com a ética espartana, evidentemente), e a discernir as ações dos cidadãos.A resposta devia encerrar a causa e a demonstração, encerrada em breve e curta sentença.O castigo de quem respondia sem atenção, era" ter o polegar mordido pelo Ireno"...A laconia (pouco falar ) e a resistência à dor, eram desenvolvidos para que o soldado não falasse no caso de ser preso e torturado
"Não era menor a atenção que davam ao esmero da linguagem, seus versos tinham aguilhão, que elevava os ânimos e promovia atos animados e ativos A dicção era  simples e sem ornamentos,sobre assuntos graves e morais,constando de elogios aos que haviam morrido por Esparta; ponderava-se sua ditosa sorte, repreendendo os medrosos e fazendo ver a miserável vida que levavam..
Todos os cidadãos eram considerados educadores em potencial e podiam repreender as crianças nos ginásios e nas ruas.(4)


Elmo de Miltiade.(2)


6. Educação das mulheres

"Eram educadas através da ginástica e do esporte para se tornarem fecundas mães de filhos vigorosos.As amas possuiam cuidado e artes especiais.Cuidavam as crianças sem faixa, livres no corpo e membros, fáceis de serem alimentadas, impertubáveis nas trevas,sem medo na solidão e choros importunos.Por isso muitos de outras partes, compravam para seus filhos amas lacedemônias."(1)



7. A "arete" espartana em Tirteu

"O poeta exalta a verdadeira "arete",acima de qualquer outro meio que, no juizo de seus contemporâneos, constituem valor e consideração de um homem. Não dará provas de si na luta, aquele que não for capaz de encarar a morte sangrenta na peleja.Isto é "arete",--exclama comovido o poeta,--este é o título mais alto e glorioso  que um jovem pode alcançar entre os homens. É bom para a cidade, a comunidade e para o povo que o homem se mantenha de pé firme frente aos combatentes e, afaste de sua cabeça qualquer idéia de fuga...Só uma medida existe para verdadeira "arete": a cidade e quanto a favorece ou prejudica.
"Sacrifício de si próprio em honra da polis, quer se caia no campo de batalha, quer se volte triunfante.Mas aquele, que cai entre os combatentes, e perde a vida bem amada, cobre de glória a sua cidade,os seus cidadãos e o seu país, ao ser chorado por todos, moços e velhos, quando jaz com o peito, o côncavo escudo, e a armadura trespassada por muitos projéteis ; a sua dolorosa memória enche a cidade inteira e são honrados entre os homens o seu sepulcro, os seus filhos, os filhos de seus  filhos e toda sua  linhagem ; a honra do seu nome não se estingue jamais , mesmo que jaza no seio da terra, torna-se imortal."(3)




Nike(vitória) of Paeonios. Comemora vitória dos Messenios e Naupatios sobre os Espartanos. (421 a..C.)(2)



1. ESPARTA.-In:-MARROU-IRINÉE. História da educação na antiquidade. SãoPaulo,Univ.São    Paulo,1957
2  ESPARTA,um acampamento em armas.-In:BURNS,Edward. História da civilização ocidental. Rio de Janeiro,Globo,1959.p.157
3. JAEGER.Paideia.Mexico,Fondo de Ccultura Econõmica,1942.
4.. LICURGO. In:-PLUTARCO. Vidas paralelas. Buenos Aires, Joaquim Gil.v.1 p.79-110
5. MANFREDI,Valerio Massimo.Akropolis; a grande epopeia de Atenas; trad.Mario Fondelli Porto Alegre,RS:L±Rio de Janeiro,Rocco,2010.

Gravuras:

1.  .DEKÓPOLOS,I.(fot)In:-KÓNSOLA,Doria.Delfos;el emplazamiento arqueologico y el museo. Athens ,OlympicColor,(s.d.)

2.    .PHOTYNOS,Spyrus. Olympia complete guide .Athens,Olympic,1989.




domingo, 22 de abril de 2012

Evolução política ateniense e o espírito da Jônia.



Athens; turística. View of Acropolis.1 cartão postal.





1.1    O mito da origem na história ateniense.


   A história dos atenienses nasce do mito.Levaria muitos séculos antes que   aparecesse um Tucídides para fixar as regras com que escrever a história. Assim, o povo de Atenas, como qualquer outro do mundo,contava suas próprias origens com histórias que mais pareciam fábulas e que haviam repassado oralmente de geração em geração.   Nessas histórias a origem de tudo era uma deusa--Atená, que surgira da cabeça de Zeus (deus do Olimpo),uma figurinha muito rígida de armas em punho como podemos ver em muitos vasos antigos...O seu santuário erguuia-se acima do  penhasco mais alto da cidade,aquele que os antigos micênicos chamam ásty, e os gregos de épocas posteriores akropolis.





Os "Tolos"( cobertura do Santuário) de Atenea Pronaia.(1)


2.  Estrutura do regime.


             Legislativo-Bulé: Câmara alta.
             Eclésia- Assembléia do povo- orgão verdadeiramente soberano.   
             Executivo-30 magistratos ou estrátegos.            
             Heléia- tribunal para crimes civís e penais.           
             Aerópago-Tribunal para crimes religiosos.


3 A evolução política de Atenas


A evolução política de Atenas deu-se através dos seguintes regimes:monarquia,oligarquia,(oligos-pouco; arche-governo) ,democracia (demos- povo; kratos-poder). O desenvolvimento da democracia deu-se aos poucos. O jurista Dracon havia formulado leis repressivas ,que haviam sido reformuladas atravésde Sólon, "
Conhecemos o nome de nove reis, que reinaram em Atenas e, são lembrança do período arcaico.
Sabe-se ao certo que a monarquia entrou em decadência a partir do fim da Idade Micênica em que pode-se notar a ascenção da classe aristocrática dos grandes criadores e latifundiários...
De certa forma, neste período,também havia um rei em Atenas : um dos nove  magistrados que em tempos arcaicos talvez formasse o governo da cidade e eram  chamados de arcontes ( os que mandam) e havia o título de basileus, isto é o rei.
Atenas tinha instituições muito parecidas com qualquer polis grega.
O poder estava nas mãos dos aristocratas,que  sentavam-se no Conselho e, elegiam os orgãos do governo, como o colégio dos nove arcontes e a assembléia dos ex-magistrados, chamada aerópogo, aos quais cabia o controle da vida política da cidade.
 Eles possuíam todas as terras mais ou menos férteis, nas quais, produziam principalmente azeite e vinho ( o trigo era importado). Os terrenos mais pobres eram destinados à criação de ovelhas, cabras e à apicultura, produzindo um mel muito procurado e de excelente qualidade...Os pequenos proprietários passavam fome: não podiam enfrentar a concorrência e mergulhavam cada vez mais num mar de dívidas.
Quem não pagava tornava-se legalmente escravo do credor...
Quando a tensão social se tornava intolerável a solução era a migração ; não sem antes consultar o oráculo de Delfos, que iria nomear o Ecista (oikites) , isto é o fundador, que iria chefiar a expedição e indicar o lugar onde se fundaria a nova colonia.
Os atenienses fundaram diversas colonias na Asia Menor ; uma delas Mileto, foi durante muito tempo a mais próspera, rica e civilizada cidade do mundo antigo.






Seção do friso do tesouro dos Sifínios. "Cuadriga" perante o altar.(1)


3.1   Reformas políticas e classes sociais.


Perto do fim do sec.VII, a situação chegara a um ponto de ruptura.Os aristocratas.envaidecidos por sua ascendência heroica , mantinham uma atitude altiva e desdenhosa. Só tinham a obrigação de defender a pátria e lutavam a cavalo ou em carros de guerra, nos quais o nobre se mostrava em todo seu prestígio com sua armadura segurando o escudo com os símbolos da família. Usavam cabelos longos reunidos numa espécie de coque no alto da cabeça e protegidos pelo elmo.Quando saiam sem o elmo, perfumavam o cabelo com essências raras e enfeitavam-no com agulhas na cabeça em forma de cigarra de ouro.
Exigiam constantes presentes e dádivas e fortaleciam seu poder com alianças matrimoniais dentro de seu clã (ghenos) ou com outros clãs de prestígio.O ghenos (gens - indica o nascimento, a geração, o vínculo de sangue)--- era o fundamento do poder dos aristocratas, e dentro dele, o patriarca exercia a justiça, resolvia as brigas, combinava os casamentos, definia a política a ser seguida em relação aos demais ghene e, em relação ao estado que eles controlavam completamente. Cada ghene tinha seu herói fundador, ( o antepassado da família dominante ), ao qual se tributava um culto num pequeno templo votivo (heron). Mesmo assim, havia um Estado, com suas instituições políticas, religiosas, administrativas e militares...
As demais classes sociais eram formadas pelos pequenos proprietários que cultivavam suas próprias terras e vendiam seus produtos, pelos trabalhadores braçais, quase sempre destituídos  de qualquer posse, " homens de nada", segundo definição de Homero.Os escravos ,eram objetos a serem comprados e vendidos, mas parece que na maioria dos casos eram tratados com humanidade. Esta situação gerava muita rebelião e distúrbios e até as classes dominantes sentiram a necessidade de fazer alguma coisa ;um homem de grande sabedoria foi nomeado Arconte.


3.1.1 Sólon


 Também era poeta e traduzia seu pensamento político em versos
Como as poesias antigas eram verdadeiras canções acompanhadas de música, entendemos melhor como ele atingia o povo.
Ao tornar-se arconte, levou adiante uma série de reformas.
Antes de mais nada ,aboliu o costume de escravidão por dívidas  com efeito retroativo, de forma que também foram soltos os que haviam sido escravizados no passado.
Dividiu a sociedade de acordo com a renda.
Nos séculos  seguintes, quando os atenienses escolhiam para si a instituição democrática, atribuíram a Sólon sua origem. Entretanto, não foi bem assim, pois sua reforma de renda foi calculada segundo a produção agrícola, o que é típico das sociedades baseadas no latifúndio.
Sua divisão de classes foi estabelecida  de acordo com o censo, decretando que somente os cidadãos das duas classes superiores podiam ter acesso aos cargos públicos do governo; os da terceira classe poderiam aspirar a cargos administrativos. Aos  que nada possuíam , foi concedido sentar-se na Assembléia que elegia os magistrados, a Eclésia; assim como no tribunal popular, a Heléia ,que entre outras coisas, julgava o desempenho dos magistrados em fim de mandato.Criou um conselho dito, dos Quatrocentos,( cem representantes para cada uma das quatro tribos da Ática), que se encarregavam de preparar a ordem do dia da Assembléia, precavendo-se contra eventuais anomalias, tipo extremista.
A grande novidade desta reforma era que os cidadãos podiam passar de uma classe para outra, quando a renda aumentasse, tendo então a possibilidade de entrar na gestão da coisa pública.
Já não havia uma sociedade imóvel,que prezasse somente  o direito de sangue e da linhagem.
Antes que se passassem  cem anos da reforma de Sólon,  com a desvalorização da dracma ( a moeda grega), maior número de cidadãos deixaram de ser pobres, tornando-se aptos para a coisa pública.


3.2   Mudanças sociais em Atenas


Entre meados do sec, VII e o começo do VI,  A.C.começou a se delinear  uma nova classe social que iria marcar profundamente a história de Atenas: a dos artesãos , comerciantes e homens de negócio.
Essa nova classe, geradora de renda, percebeu o grande potencial dos dois principais produtos agrícolas da Ática : o azeite e o vinho.
Principalmente em relação ao vinho, soube criar "um gosto, uma moda, podemos dizer, até um estilo de vida" que foi exportado para todo mundo conhecido. Na base deste costume social havia o " simpósio", que nada mais significa que "beber juntos",( uma espécie de drinking- party  de cunho exlusivamente masculino) .(4)

Uvas "Rosaki".(2)


Os convivas reuniam-se na casa do anfitrião e ficavam deitados em sofás sem costas e de um só braço, estofados do lado da cabeça., no qual apoiavam o cotovelo esquerdo.Diante do sofá havia uma pequena mesinha na qual colocavam os pratos e taças.O vinho era servido bastante aguado e era considerado um costume dos bárbaros, tomar um vinho puro, como o nosso vinho moderno. O que importava no Simpósio era ficar á vontade, entre amigos, conversando sobre qualquer assunto : esporte, música, arte,teatro, amores.As mulheres livres não eram admitidas.As únicas mulheres que podiam ser admitidas nos Simpósios eram as Heteras, palavra que significava companheiras,jovens muito bonitas elegantes e cultas, capazes de tocar instrumentos, dançar, conversar e claro fazer amor...um entretenimento completamente normal que acontecia no próprio lugar do simpósio. O aparelho para o Simpósio (conhas, jarras,ânforas,copos, taças, cálices,todos de fina cerâmica decorada com figuras pretas nas quais  os detalhes anatômicos e as roupas eram desenhados com leves traços de tinta branca.( 4)

4.   A tiranía

A palavra tirano, lastimada e odiada pelos séculos, indica a forma pela qual um homem governa sozinho, com poderes absolutos.
A própria Atenas teve o seu tirano, e isso desmonstra que as reformas  de Sólon , haviam deixado inalterados "profundos desequilíbrios do povo ateniense."
Psístrato chegou ao poder de uma forma gradual.
Segundo Heródoto (op.cit. 4), como aspirava à tirania, certo dia feriu-se e apareceu num carro," ofegante e sangrando na praça do mercado, dizendo que seus adversários políticos haviam tentado matá-lo e pedidndo que o povo lhe reservasse uma guarda pessoal, pois era um herói de guerra e líder político". A partir daí passou a circular cercado de guarda-costas armados. Certo dia ocupou  a acrópole  com a ajuda de seus homens assumindo o poder.
O mais interessante é que Heródoto lhe atribui respeito pelas instituições e habilidade administrativa.
Naquele momento a força do estado era grande e duas facções estavam em luta, havendo uma total confusão institucional.
Certamente tentou conter o poder exagerado dos aristocratas e novos ricos, implantando uma distribuição de riqueza mais justa, trazendo ordem na cidade e melhor distribuição econômica
.Uma luta política levou-o ao exílio por onze anos, que passou recolhendo recursos nas cidades  que lhe deviam favores e alistando mercenários.
 Retomo
 "Essas reformas também não aboliram as instituições sociais tradicionais nas quais se baseava a sociedade: permanecendo as fatrias, em que eram subdivididas as quatro velhas tribos da Ática ---grupos de família que provavelmente derivavam de antigas contrarias de guerreiros---assim como permaneciam as heterias (sociedades) irmandades secretas dos aristocratas.Cabia  às fatrias o registro dos cidadãos, assim como era dentro delas que " os jovens celebravam o rito de iniciação à virilidade.
Com o passar do tempo o demos atingiu tal importância que acabou fazendo parte dos onomásticos das pessoas. Deixou-se de classificar as pessoas pelo patromínico (por ex.Eupito, filho de Antenor) e passou-se a designá-las pelo demo de origem (Eupito do demo de Arcane).
Os cidadão também elegiam 10 estrategos, um para cada tribo: que iriam guiar o exército nas guerras.
Essas reformas tinham como base o sufrágio universal, no sorteio dos cargos a fim de evitar o fenômeno da corrupção ,isso no ano 580 A.C.), como é oportuno frisar; visavam também o equilibrio de todas as classes sociais na gestão da coisa pública. Favoreceu a classe média urbana, procurando evitar a migração de camponeses para a cidade.
 Não foram  poucos os seus merecimentos: ele  procurou manter relações decentes até com os aristocratas.  Distinguiu-se na construção de santuários. entre os quais o de Zeus Olímpico.
Durante o seu governo houve um aumento da arte da cerâmica, que com sua beleza e qualidade se impôs aos concorrentes do Mediterrâneo.
Desenvolveram-se também ,formas de arte destinadas a alcançar o maior prestígio, como a escultura em mármore, em bronze, a arquitetura e o teatro.
Além disso,  foi com seu patrocínio que se organizou a primeira " edição crítica" dos poemas homéricos---pedra fundamental da filologia moderna.(4)
Morreu de doença em 527 A.C. e sua morte foi muito lastimada
Parece que a tirania foi,  praticamente, um estágio obrigatório pelo qual, embora com resultados diferentes, tiveram que passar todas as cidades do mundo grego, oriental ou ocidental.
Sucederam-lhe seus dois filhos ,decorrendo 14 anos de relativa tranquilidade, que terminou com a morte violenta de um dos irmãos, permanecendo o outro, Hípias no poder.
Com a intervenção de Esparta (Cleômenes), Hípias teve de se refugiar na Asia Menor e os aristocratas (alcmeônidas ) voltaram a Atenas providenciando para que a tirania nunca mais pudesse vingar.

5.   A democracia 


Clístenes ,autor dos primeiros conceitos democráticos da história da humanidade, foi quem elaborou a nova Constituição.
.Ao tornar-se arconte Clístenes lançou uma reforma bem complexa, agindo no plano territorial: juntou as aldeias e vilarejos da Ática em comarcas chamadas "demos", palavra que significava ao mesmo tempo povo e vilarejo.Os demos foram depois reunidos em conjuntos de dez, com cada conjunto representado uma das três regiões com que formavam a Ática; a partir desses trinta grupos foram estruturadas dez tribos que deviam eleger cada uma cinquenta representantes que iriam formar o órgão legislativo chamado Bulé (conselho).Cada um desses  grupos de cinquenta representantes, detinha a direção do conselho ( Pritania), pela décima parte de um ano.Além disso, cada tribo era formada por três componentes que representavam os habitantes da costa, das planícies e das montanhas, para que os colégios eleitorais fossem bem representados também do ponto de vista social.Surpreende é que um aristocrata como Clístenes, membro de uma família que sempre usufuira do poder, conseguisse produzir um sistema político, destinado a tornar-se modelo de convivência civilizada para os povos do mundo inteiro e, que agora, depois de 25 séculos, continua insuperado. É claro, que a constituição de Clístenes ,foi apenas a conclusão de um longo processo iniciado por Sólon e, depois, paradoxalmente, continuado por Psístrato, que criou as premissas econômicas e sociais sobre as quais a democracia poderia assentar as suas bases".(4)









Seção do friso do tesouro dos sifínios. Batalha dos gregos contra os troianos e dos deuses contra os gigantes.
(1)



Durante mais de um século, depois da guerra contra a Pérsia, Atenas e Esparta lutaram pela liderança na Grécia.Dificilmente duas cidades poderiam ser mais diferentes. Atenas estava num ponto de convergência, sendo um movimentado centro industrial e comercial; seu principal produto agrícola era o azeite de oliveira ,fabricado principalmente para exportação; seu porto ,o Pireu, era um dos maiores do Mediterrâneo.
Esparta,isolada no remoto vale do Eurotas, era um estado que gozava de auto suficiência agrícola; sua única moeda eram barras de ferro. Atenas estava sempre cheia de estrangeiros, tanto visitantes, quanto moradores permanentes; em Esparta os estrangeiros eram recebidos e periodicamente expulsos. Atenas era uma potência naval ; a força de Esparta estava em seu exército.
Os atenienses embelezavam sua cidade com esplendidos templos e soberbas estátuas. Esparta parecia uma aldeia que crescera demais. Atenas produzira grandes dramas, as tragédias de Esquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristóteles, sendo o berço historiadores como Tucídides e Heródoto, e de filósofos como Platão e Aristóteles. Esparta não teve arte, nem literatura e não desempenhou nenhum papel na vida intelectual da Grécia. Acima de tudo, Atenas era  progressista, fervilhando de idéias novas.Esparta era intensamente conservadora e se apegava profundamente a uma constituição arcaica.(1)




Estátua em bronze de flautista.Começos do sec.V a.C.(1)

6.  A educação ateniense antiga

Até aos 7 anos a criança era guiada pela ama ou escrava. Dedicava-se a brinquedos como:pião,roda, balanço, perna de pau. Depois dos 7 anos a criança era entregue aos cuidados do pedagogo, que a levava à escola onde aprendia música ( recitar poemas ao som da lira) luta, escrita, leitura e gramática."Ginástica para o corpo e música para a alma".




Incensário de bronze.Meados do sec. V.a.C.(1)


Este estilo de vida levaria à "sofrosine", que era o domínio das paixões pela razão.
A educação deveria ser completa e constituir-se numa mente sã num corpo são. Repetia-se ao jovem que a grandeza individual estava a serviço do bem público. O ensino era concebido como meio de proteger o estado---instrução cívica, condição indispensável para a obtenção da cidadania.
Didascalia- Escola de instrução na qual o gramatiste ensinava a gramática.
Palestra-vem de palaio-lutar. Cultivo do corpo através do pentatlon: salto,corrida, lançamento do disco, lançamento do dardo, luta.
Ginásio-Aos 16 anos a educação da palestra era substituída pela do Ginásio. Estudavam as fábulas de Esopo, Homero, Esiodo. Através de Sólon: história, religião, geografia, ciências naturais. A dança tinha caráter religioso e visava a expressão do espírito através dos movimentos.
Ginasiarca- Era o encarregado supremo dos alunos e das escolas.
Efebia- Aos 8 anos, se revelasse qualidades necessárias, o jovem entrava para a lista de cidadãos livre. Fazia o juramento ao estado, aos deuses e à tradição, recebendo o equipamento de soldado e trocando a vestimenta de jovem pela de cidadão. Dedicava-se então à vida em acampamento , fazendo um estágio nas fronteiras da cidade. Para isso era treinado na luta livre violenta, em armas pesadas, arco e equitação.(3)




Figuras de bronze de atletas sobre a mesma base.Primeira metade do sec. V. a.C.(1)


 6.1  O espirito da Jônia


O papel dos jônios no desenvolvimento do espírito grego foi o de liberar as forças individuais, inclusive no campo político. Os traços da personalidade jônica são: vivacidade, amor à liberdade, largueza de vistas e inciativa pessoal. A elevada estima do direito por parte dos poetas e filósofos da Jônia, não foi mais do que um reflexo da importância fundamental que o direito teria na vida pública daqueles tempos.
Cumpre ressaltar os dois sentidos de justiça: como "themis", significa a autoridade do direito ( Zeus dava aos deuses homéricos "cetro e themis") ;como "dike" significa o cumprimento da justiça.
Com o desenvolvimento político de Atenas o anseio pela "dike" tornou-se cada vez maior. A "dike"constituiu-se em plataforma da vida pública, perante a qual são considerados iguais grandes e pequenos.
O termo " dikaiosine"", conceito pelo qual evitamos transgressões e, nos mantemos dentro de um limite, veio da progressiva intensificação do sentido de justiça e, da sua expressão num determinado tipo de homem, numa certa "arete."

6.1.1    A "areté" jônica    

A vontade de justiça que se desenvolveu na vida comunitária da "polis", converteu-se numa força formadora do homem, análoga ao ideal cavaleiresco do valor guerreiro nos primeiros estágios da cultura aristocrática.
A justiça tornou-se a "areté" por excelência, desde o instante em que se julgou ter na lei escrita o critério infalível do justo e do injusto. A valentia perante o inimigo até ao ponto de dar a vida pela pátria, foi uma exigência imposta aos cidadãos, pela lei, e sua  violação, acarretava penas graves. O antigo e livre ideal da "areté" heroica dos heróis homéricos, converteu-se em rigoroso dever para como o estado.
O conceito de justiça ,como a forma de"areté " que engloba e satisfaz todas as exigências do perfeito cidadão, supera naturalmente todas as outras formas anteriores. Todavia, os graus anteriores de "areté" não são suprimidos, ao contrário, são elevados à sua forma mais alta. Platão pretende subordinar a valentia à justiça. Segundo ele toda a "areté" está incluída no ideal do homem justo".(3)

6.1.2      Características do individualismo jônic

"É altamente significativo que o gênero de individualismo que com assombrosa independência se manifesta na arte grega (poesia), se não exprima à maneira moderna, como simples experiência da sensibilidade do eu intimamente  intuída em relação à sua dependência ou independência do mundo, mas como um simples transbordar de sentimentos...O pensamento e o sentimento do poeta grego, permanece, sempre, mesmo dentro da esfera do eu, submetido a uma norma e a um dever ser ...
Individualidade não é para eles o sentimento cristão e moderno do eu, da alma individual, cônscia de seu íntimo valor. Para os gregos o eu está  em viva e íntima conexão com o mundo circundante, com a natureza e com a sociedade humana--nunca separado e solitário. É na medida em que o indivíduo grego se contrapõe ao mundo exterior, regido por leis próprias que ele descobre suas próprias leis internas "(3)





1. ATENAS e Esparta.-In: LOOYD-JONES,H. O mundo grego.  Rio de Janeiro, Zahar,1977  
2. A EDUCAÇÃO ateniense durante o antigo período grego.In:-MONROE,Paul. História da educação São Paulo,Nacional,1958,p.43-55
3. JAEGER. Paideia.Mexico, Fondo de Cultura, 1952.
4. MANFREDI,Valerio Massimo.Akropolis;a grande epopéia de Atenas,trad. Mario Fondelli.Rocco,Porto Alegre,L&PM Pocket,2010.

Relação de fotos:


1.  DEKÓPULOS,I..Fotos  .IN:-KÓNSOLA,Dora.Delfos;el emplazamento arqueológico y el museo. Athens, Olimpia,(s.d.)
2.  DELINIANNAKIS,Jorge.et. al.Fotos.In:-CRETA.Atenas, Pritsilos Bros. s.d.
       






    
      


Perplexidade na passagem dos séculos XX para XXI

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